quinta-feira, 16 de julho de 2015

O teatro na escola: Apreciação teatral

      Hoje tivemos o privilégio de receber na escola a Cia Enviezada, criada em 2003 tem a proposta de atuar de forma multidisciplinar, pesquisando linguagens cênicas e dramatúrgicas. As turma do 8º e 9º assistiram a apresentação da peça " Modesta Proposta Gourmet", uma adaptação do texto homônimo  de Jonathan Swift. 
       Para a atividade, procurei conversar antes com as turmas e prepara-las para a apreciação teatral. Não me ative em explicar a peça, mas em conversar sobre suas expectativas. Muitos alunos nunca foram ao teatro e teriam ali sua primeira experiência. Embora em nossas aulas o papel do espectador é sempre estimulado, pois além de participarem dos jogos teatrais assistem aos colegas, teriam a oportunidade de entrar em contato com uma obra de arte teatral. 






Ao final da apresentação, o grupo realizou um pequeno debate em que os alunos participaram de maneira bastante ativa. Perguntaram sobre o processo de montagem da peça, como a Cia fazia para se manter e conseguir viver de sua arte, etc.

Em um outro momento, fiz uma roda de conversa com cada turma com o intuito de provocar uma interpretação pessoal dos diversos aspectos observados no espetáculo assistido. Esta foi uma atividade bastante importante, pois  ao colocarem na roda suas  diferentes interpretações e leituras do espetáculo puderam compartilhar significados e visão de mundo com todos. Propiciar aos alunos a fruição da obra teatral é um importante instrumento pedagógico que além de estimular a ida ao teatro, propicia uma ampliação do fazer teatral.
 
 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Improvisando a nova história - continuação.

Pensando em como animar um pouco a criação das cenas, hoje trouxe dois recursos: Um refletor com cores diferentes (azul, vermelho e amarelo) e a música tema do filme do Zefirelli que eles tanto comentaram. 





       Infelizmente os registros de imagem e vídeos das apresentações se perderam, mas o dia foi bastante proveitoso. A energia criações voltaram com força total. Houve um impasse se o casal protagonista deveria morrer ou não, mas depois de uma acirrada votação decidiu-se pelo final trágico. Fechamos esta etapa com chave de ouro. A estrutura de peça foi  construída no período de seis aulas e  ficou dentro do que havia sido  planejado inicialmente.
      Este processo foi baseado no conceito de experimentação e criação de jogos a partir dos indutores - espaço, imagem, personagem e texto - de JeanPierre Ryngaert. A peça surgiu, espontaneamente, no decorrer do processo, na forma de breves roteiros e falas improvisadas, fruto das relações empreendidas durante a realização dos jogos. 
    As rodas de conversa, realizadas ao final de cada aula,  foram importantes para ponderarmos sobre as ideias apresentadas nas cena e, a partir da reflexão de todos, as cenas eram repensadas e novas propostas eram acrescentadas. 


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Improvisando a nova história - final

Mais uma aula de improviso. Cenas 7, 8 e 9
Registro de estudo da cena 8
      Hoje a aula não foi das mais inspiradas. A turma estava bastante dispersa e pouco disposta para jogo teatral. Em um processo longo como esse é perfeitamente compreensivo que essa baixa na energia ocorra. Não podemos esquecer que a aula faz parte da rotina diária dos alunos que estão envolvidos com outras questões em seu dia-a-dia de estudante. 
        Procurei iniciar a aula com alguns jogos de rodas (zip, zap; transformar o objeto; trocar de lugar na roda e o jogo do contrário) que estimulasse a criatividade, a concentração e principalmente a energia criativa. O momento inicial foi bem sucedido, pois tirou a turma daquele estado inicial de apatia. 
         

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Improvisando a nova história - continuação

       Na aula de hoje os improvisos continuaram: cenas 4, 5 e 6. Trouxe para a turma o CD "Tribalistas", de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte. Pedi que  ouvissem e escolhessem uma música a ser inserir na cena. 







Para a cena do balcão (momento em que Romeu e Julieta se encontram depois da festa) trouxe um fragmento do texto original a ser incorporado no improviso. Foi trocado os nomes das famílias para Souza e Alves. 




                                                          Vídeo registro da Cena 4

                O resultado dessa aula foi bastante positivo. A animação com a descoberta do cd "Tribalhista" foi  positiva. Muitos conheciam algumas músicas, mas desconheciam a obra, então foi bacana poder apresentar outras possibilidades musicais para eles.  
       Ao final, como de costume, nos reunimos e conversamos sobre as cenas apresentadas. Nesta etapa do processo, embora a turma seja bastante agitada, eles já conseguem selecionar as propostas, pensando  na  peça como todo e deixando de lado a disputa pessoal. O trabalho  evolui a cada aula.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Improvisando a nova história - continuação.

         Hoje foi improvisada a cena 3, que foi sub dividida em A, B e C.  Esta é a cena da festa onde Romeu e Julieta se conhecem e se apaixonam. Como eles gostaram bastante da ideia do 2º filme "Romeu+Julieta" que a festa era à fantasia, pedi que os  alunos trouxessem adereços e fantasias que pudessem usar nos improvisos.  Esses elementos, foram muito bem vindos pois inspiravam a criação das cenas. 

As fantasias e os adereços geraram um fluxo criativo muito interessante. As cenas criadas foram ótimas, com proposições cênicas diferentes das que costumavam usar. Nesta aula chegamos a conclusão que o nome das famílias deveriam ser mudados para Alves e Souza. Alguns queriam mudar também o nome dos protagonistas, mas depois de um longo debate e embate decidiram manter. Outra informação acrescentada é que a festa  aconteceria em uma casa de festas no Rio Comprido.













quinta-feira, 7 de maio de 2015

Improvisando a nova história

         Com o argumento decido,  hoje iniciaremos a criação da peça. A história foi divididas em 12 cenas que serão improvisadas. A cada aula eles receberão uma ficha com os seguintes itenspara preparar a cena: Informações da cena; Situação Inicial (o quê), Onde, Quem e Desafio. 
Hoje serão improvisadas as cenas 1 e 2:





Para esta cena foram trazidas três  músicas para que escolhessem uma a ser incorporada na cena.






As músicas foram escolhidas pelas equipes. Solicitei que escolhessem em seus celulares uma música a ser inserida na cena.

Vídeo registro: Cena 2


Finalizados os improvisos sentamos em roda e conversamos sobre as cenas. Anotei as ideias de nomes e resoluções cênicas para que não fossem esquecidas. Foi nesse momento que resolveram  que a festa seria para comemorar os 15 anos da Julieta. Solicitei que trouxessem para próxima aula adereços e figurinos.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

2ª Etapa: Improvisando e dramatizando a história

           Havia sido solicitado, na aula anterior, que cada escrevesse um novo argumento para a peça ( um motivo que impedisse  os dois jovens apaixonados de ficarem juntos nos dias de hoje). 
        Em roda, foram lidas as propostas.  Cada turma votou nas cinco melhores: Julieta se apaixona por outra menina e sua família não aceita a relação; Julieta é evangélica e Romeu umbanista;  Julieta é rica e Romeu pobre; Julieta mora no morro da Coroa e Romeu do Fallet; A família de Julieta não pagou uma dívida antiga  para a Família de Romeu. 

          

A partir da afinidade com o novo argumento, cada aluno escolheu um grupo para trabalhar. 






     Elaboraram um pequeno roteiro e representaram para a turma. 





            
   Finalizadas as representações, fizemos uma roda para conversarmos e decidirmos o argumento para a peça. Este momento foi bastante delicado, pois os alunos defendiam a sua cena e tiveram dificuldade de pensar além daquele momento. A impressão que dava é que entenderam aquela escolha como uma disputa pessoal e não como uma decisão coletiva de um trabalho. Precisei mediar a discussão algumas vezes e lembrar como é importante uma equipe decidir junto o que é legal para todos. Depois de muitas discussões, conseguiram chegar a um consenso e o argumento foi escolhido: As famílias não se gostam pois há uma dívida que não foi paga.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dramatizando a história

          Na aula de hoje, a turma foi convidada a improvisar uma parte da história que mais  lhes chamou a atenção na obra original. Reunidos em pequenos grupos , prepararam uma pequena cena considerando: Onde? (lugar) , O quê? (situação inicial) e Quem? (personagens) da cena. Estes são conceitos usados nas aulas, baseados no Jogos Teatrais de Viola Spolin, que orientam a nossa prática improvisacional.


















      A medida em que as cenas eram apresentadas, conversávamos sobre a história. A todo momento, os alunos eram instigados a refletirem sobre os caminhos  trilhados pelos protagonistas, a compararem a situação desses jovens apaixonados com os tempos atuais e a pensarem o que proibiriam, hoje em dia, dois jovens apaixonados de ficarem juntos.
   Este foi um momento muito interessante pois, a partir do drama vivido por "Romeu e Julieta"  eles conseguiram contemporaneizar tal situação, citaram exemplos que conheciam de jovens que não puderam ficar juntos  por questões religiosas, financeira  e até mesmo por morar em comunidades com facções rivais.
    Ao final do nosso debate, propus que cada um trouxesse por escrito para a próxima aula um motivo para hoje em dia Romeu e Julieta não poderem ficar juntos.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Adaptação Parte II

         Na aula de hoje assistirão "Romeu+Julieta", dirigido por Baz Luhrmann e estrelado por Leonardo Di Caprio e Claire Danes.  A intenção é que percebam de maneira uma obra pode ser contemporaneizada. 





         Esta atividade teve a duração de 4 tempos de aula e ao final da exibição do filme, a turma foi estimulada a refletir e opinar sobre o que viram.

         Eles adoraram esta versão. Ficaram verdadeiramente empolgados com o que viram. Perceberam que embora a história tenha sido adaptada o enredo continuou o mesmo. Viram como o figurino, a música e o cenário foram importantes para esta adaptação acontecer. E perceberam como o texto também precisou ser adaptado para poder contar esta história que não se passa mais no séc XVI e sim no século XXI.
          

quinta-feira, 26 de março de 2015

Adaptação Parte I

        Para falar de adaptação, selecionei os filmes "Romeu e Julieta"  de Franco Zeffirelli e "Romeu+Julieta", de Baz Luhrmann. A intenção é que percebam como uma obra pode ser adaptada a partir da visão do artista. 
        Na aula de hoje assistirão "Romeu e Julieta", de Franco Zeffirelli e serão estimulados a refletirem como uma obra teatral é adaptada para a linguagem cinematográfica.



         Esta atividade teve a duração de 4 tempos de aula. Ao final do filme refletimos um pouco sobre o que viram. Embora tenham achado o filme  "velho" foram bastante tocados pela poesia de Zeffirelli. A música tema dos personagens foi marcante. Perceberam que o figurino e os cenários eram ambientados na antiga Verona, fiéis à época da obra de Shakespeare, mas acharam que o texto tinha sido adaptado, pois, segundo eles, era mais fácil de entender do o que haviam lido. Perceberam que algumas alterações foram feitas, mas entenderam que o diretor foi bastante file ao texto original. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

1ª Etapa: Apresentado o projeto

              Hoje, reuni a turma e falei do projeto a ser trabalhado neste ano pela escola: "Rio 450 ano", falei que a intenção era além da homenagem, estudarmos e falarmos nossa cidade.  A princípio, como bons adolescentes, reclamaram! Disseram que não aguentavam mais ouvir essa história de " Rio 450 anos", que teriam que falar disso o tempo todo ... Enfim, nada fora do previsível!
              Aproveitei esta reclamação para dizer que poderíamos abordar um tema que será muito comentado  de uma maneira diferente. De cara um aluno falou: "Impossível!". Então expliquei o que pensava em fazer, criar e produzir uma peça inspirada em "Romeu e Julieta".  Só que essa história aconteceria no Rio de Janeiro dos tempos atuais, mais especificamente em Santa Teresa. E foi nesse momento que começaram a se interessar pelo projeto, para minha surpresa a maioria conhecia a trama, embora nunca tivessem lido a obra.  Eles se mostraram bastante entusiasmado com a possibilidade de montarem uma peça feita totalmente por eles. Então, para iniciarmos o projeto falei um pouco sobre o autor e fizemos uma leitura dramatizada de sua peça.























Embora tenham achado a linguagem um pouco complicada gostaram bastante da história e ficaram felizes por terem conhecido a obra original de W. Shakespeare.



Obs:    A escola tem o privilégio de ter em seu corpo decente 3 professores de Artes com especialidades diferentes (Música, Teatro e Artes Visuais), o que possibilita um ensino amplo da linguagem Artística. Diante desta oportunidade, nem sempre continuamos o trabalho com as mesmas turma que trabalhamos no ano anterior. O que nos faz pensar o currículo de uma maneira diferente. 
           Para desenvolver este projeto escolhi a turma 1901,  pois  tive a oportunidade de continuar o estudo  iniciado em 2014.